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quinta-feira, 16 de maio de 2013

[Vídeo] Paraty - RJ

Para finalizar a sequencia de posts sobre Paraty e região vou colocar aqui um vídeo que fiz durante a viagem com imagens dos passeios. Espero que gostem!


Em breve novos lugares!

Trindade - Paraty - RJ

Agora vou falar um pouco sobre Trindade.

Trindade é uma ilha pertencente ao município de Paraty e fica em frente a uma vila de mesmo nome e está situada dentro da Área de Proteção Ambiental de Cairuçú fazendo parte do Parque Nacional da Serra da Bocaina e possui ecossistemas de restinga, mata atlântica e mata atlântica de altitude.

A vila está localizada a 30Km de Paraty seguindo sentido Santos pela rodovia Rio - Santos (BR-101) e existem ônibus saindo da rodoviária de Paraty para vila de Trindade toda hora.

Para fazer esse passeio optamos por pagar uma van que fazia o passeio completo com guia, ar condicionado e água a vontade sem contar que passava por outros pontos fora da vila de Trindade que são de acesso mais restritos para quem depende de ônibus.
Contratamos os serviços de passeio da agência Estrela da Manhã (http://www.estrelatours.com.br/) que nos custou R$60,00 por pessoa.

O combinado é que o passeio comece as 11h da manhã como a maioria dos passeios por lá e por volta de 10:45 a van nos buscou na pousada. Por ser baixa temporada acabou que a van foi praticamente vazia. Além de mim e da Renata (minha namorada) foi um outro casal, o motorista-guia e um outro rapaz da agencia de turismo.
Saímos pontualmente de Paraty e a primeira parada foi no alambique da Pinga Coqueiro. Uma marca tradicional de cachaça de Paraty e fica em uma estradinha no caminho entre Paraty e Trindade. 
Entrada da área de visitação do alambique.

 Destiladores de cachaça.

 Eu provando uma cachacinha sabor coco.

 Renata e os barris de carvalho onde a cachaça passa de 2 a 3 anos envelhecendo.

Paraty é famosa por muitas coisas como as praias, as ilhas, a gastronomia, o artesanato, os eventos culturais e também pelas cachaças.
Chegando lá o guia nos mostrou como é feito o processo de fabricação e maturação da cachaça porém como era entressafra não estavam produzindo no momento. Lá também é possível degustar vários tipos de cachaça gratuitamente e comprar caso o sabor lhe agrade.

Saindo dali fomos para a vila de Trindade e depois de subir um morro enorme e descer mais ainda, chegamos na praia do Cepilho. A Praia do Cepilho é muito apreciada por surfistas e é perigosa para banho já que possui ondas muito grandes e mar revolto. Ainda acabamos por chegar lá em um dia de ressaca no mar e as ondas estavam mais agressivas que o normal não sendo legal nem pros surfistas.

 Ondas grandes na praia do Cepilho.


 Placa de advertência sobre o mar bravo.


 Van em que fizemos o passeio.


 Ao fundo a praia dos Ranchos e a vila vista da praia do Cepilho.

Nessa parte a rua se confunde com a praia e passa por cima de uma enorme pedra onde corre um riozinho. Carros e até o ônibus passam dentro da água do riozinho para entrar e sair da vila. Isso da uma impressão que de estamos em um lugar onde a natureza está presente até onde existe desenvolvimento.

Saindo da praia do Cepilho fomos para a terceira parada que é a Praia do Meio. Essa praia fica do outro lado da vila e é até onde a van conseguiria nos levar. Esta é uma praia bem pequena com uns quiosques onde servem comida e petiscos e onde posteriormente é feito o almoço. No final da praia tem um rio raso onde temos que atravessar para pegar uma trilha curta que leva para a praia do Cachadaço. 

 Bem vindo a Praia do Meio.


Praia do Meio e ao fundo o Cachadaço onde temos que passar para chegar até a piscina natural.

 Rio que temos que atravessar para pegar a trilha.

Chegando na praia do Cachadaço dava pra se notar que era mais limpa e preservada podendo até observar a vida selvagem como pequenos siris e conchas.

 Placa na entrada da praia do Cachadaço.


Praia do Cachadaço.

 Siri branco nas areias do Cachadaço.
Depois de percorrer toda a praia chegamos onde as ondas batem em algumas pedras e esse era o desafio do nosso passeio. Como o mar estava bravo e a maré alta talvez não fosse possível atravessar para pegar a próxima trilha que nos levaria até a Piscina Natural do Cachadaço e o grande objetivo do passeio.

Depois de olhar lá resolvemos arriscar e meu maior medo era molhar a câmera, de resto dava pra aguentar.
Com alguma dificuldade conseguimos atravessar passando por entre as pedras entre uma onda e outra e pegamos a trilha para a piscina natural. Essa trilha é um pouco mais extensa mas qualquer pessoa normal consegue fazer sem grandes dificuldades já que ela está com degraus.

 Início da trilha para a piscina natural do Cachadaço.

Desde que saímos da praia do Meio até a piscina natural levou cerca de 35 ~ 40 minutos e aí a grande surpresa... a piscina natural não era tudo aquilo que eu esperava.
Assim que pisei na água ao olhar pro lado vi uma grande quantidade de lixo acumulado em um canto onde frequentemente a água batia e carregava para onde tomávamos banho. O fundo era cheio de pedras irregulares o que dificultava um bocado se locomover. Juntando a tudo isso mesmo não tendo onda na piscina, quando elas batem nas pedras entra uma correnteza que te empurra e isso fez eu dar um chute em uma pedra submersa e ficar com o dedo todo roxo e inchado e minha namorada teve um pequeno corte no dedão no pé pelo mesmo motivo.
Realmente fiquei decepcionado com a tal piscina, mais pelo lixo do que qualquer outra coisa. É triste vocês caminhar tanto para chegar em um lugar daqueles e nadar no meio de caixinha de "Hipoglós" e coisas do tipo.

 Piscina natural do Cachadaço.

Nem animou ficar muito tempo ali e resolvemos voltar toda a trilha até a Praia do Meio onde o guia e o outro casal almoçaram e nós comemos um lanche integral que levamos na mochila.
Sempre que viajar leve biscoitos integrais, água e coisas do tipo nos passeios pois isso ajuda muito mesmo.

Depois da refeição fomos para a penúltima parada que era a Praia dos Ranchos. Fomos caminhando até lá com a van nos acompanhando e depois de poucos minutos chegamos lá. Esta praia está em frente a toda a vila e tem bares onde as pessoas comem e ouvem música. Não tem nada de especial lá mas é boa para passar o tempo e tomar um banho de mar.

 Praia dos Ranchos.


 Toda a extensão da Praia dos Ranchos até se encontrar com a Praia do Cepilho.

Saindo dali fomos para a ultima parada já no final do dia que foi a Cachoeira da Escada. Essa cachoeira fica nas margens da rodovia Rio - Santos seguindo ainda mais sentido Santos e cruzando a divisa de estado. Ela está aproximadamente 1Km depois que se sai do estado do Rio de Janeiro e entra no estado de São Paulo. Tem uma parada com uma espécie de bar e atrás desse lugar está a cachoeira.

 Pedras na cachoeira da escada.


 Cachoeira da Escada.


Saíra Sete Cores que enfeitou nosso passeio na cachoeira.

Quando chegamos lá o sol já estava baixo e tinha um vento muito gelado mesmo vindo da mata. Se o vento estava gelado a água era castigantemente gelada. Parecia que tinha saído do freezer e estava a ponto de congelar. Impossível se banhar nessas águas naquela situação mas a vista era muito legal e tivemos o prazer de ver algumas Saíras Sete Cores se alimentando.
Certamente o lugar mais gostoso nesse momento era ao lado do fogão a lenha do senhor dono do estabelecimento. Também lá fomos recebidos por uma cachorrinha bem simpática que adora um carinho. =)
Depois da cachoeira voltamos para Paraty e chegamos por volta das 17h na pousada. A van deixa a gente na porta da pousada e isso foi muito bom depois de um dia cansativo com o dedo inchado do chute na pedra.

Esses foram os lugares que visitei em Trindade e arredores e também fica a critério de cada um fazer isso por conta própria ou contratar um passeio desses.


Atelier Aracati - Centro Histórico de Paraty - RJ

Andando pelo centro histórico de Paraty olhando as lojas tive uma grata surpresa. Desde criancinha sou admirador de moedas antigas e me deparei com um homem trabalhando em frente sua loja onde ele simplesmente faz furos e cortes nas moedas transformando-as em verdadeiras obras de arte.
O nome da tal loja é Atelier Aracati e fica na Rua Dona Geralda, 211, Centro Histórico de Paraty.
Assim que vi a loja fiquei babando e observando como ele produzia essas moedas mas de início me segurei para não comprar uma moedinha dessas. As moedas podem ser usadas como pingente de colar, chaveiro ou qualquer outra coisa que você imaginar que faça sentido.
Depois de sair da loja fomos almoçar e fiquei com aquilo na cabeça até que decidi que deveria ter uma moeda dessas, mesmo que fosse das mais baratas. Voltando do almoço começamos a rodar pelo centro histórico procurando a tal loja mas não achávamos de jeito nenhum (acho que estava fechada e como as ruas confundem um pouco...) então corremos para a pousada onde tem Wi-Fi e procuramos na internet pelo celular e só assim achamos o endereço certo.
Voltando lá já no final da tarde a loja estava aberta e meus olhos até brilhavam. Comecei a garimpar qual moeda compraria e dentre tantas foi difícil escolher somente uma. Com muito sacrifício cheguei a uma escolha que foi essa moeda:


Escolhi essa moeda pois ela tem uma arte independente da estampa o que faz sentido em ambos os lados e a árvore porque tenho uma simpatia especial com plantas e principalmente por árvores.
Essa custou R$30,00 e pelo que observei de moeda é o mais barato que tinha lá. Também tinha arte em talheres, sementes e medalhões. 
Como quando comprei a moeda eu não estava com a câmera acabei voltando lá no dia seguinte e pedindo autorização para o dono para fotografar algumas peças e posteriormente publicá-las aqui na internet. Inclusive isso me inspirou a começar esse blog.
Aqui estão mais algumas fotos do que tem na loja, infelizmente enquanto eu fotografava eles tiveram que sair e fechar a loja então não deu tempo de tirar fotos de várias outras coisas, da fachada da loja e até mesmo fazer um vídeo do cara fazendo a arte nas moedas.

Todas essas moedas custavam R$30 cada e tem de vários países.

Medalhões com vários países de origem.

Medalhões com arte celta.

 Um garfo que atravessa uma moeda.

Medalhões podem chegar a custar R$2.500,00 dependendo do material e da raridade.

Moeda dinamarquesa em forma de pingente.

Mostruário com várias moedas trabalhadas.

Mostruário com arte celta.

Os preços variam conforme o material que pode ser prata ou outros metais valiosos, o tamanho da peça, a complexidade dos cortes e a raridade delas.

Gostaria de finalizar esse post agradecendo ao Marcelo Dalto e a Fernanda Strino que são os donos da loja e artistas, e elogiando o trabalho deles que realmente me deixou de boca aberta.
O endereço completo do atelier é: 

Atelier Aracati
Rua Dona Geralda, 211
Centro Histórico - Paraty - RJ
CEP 23970-000

Tel. (24) 9843-4508


O dono me informou que ele aceita contato caso tenha alguma moeda que queria fazer ou algo do tipo, ele faz o orçamento e pode até receber e enviar pelo correio conforme gosto do cliente. Quem for visitar Paraty não deixe de visitar esse espaço e principalmente ver como é feito esse trabalho.

Paraty - RJ

Olá olá!
Desta vez escreverei sobre minha mais recente viagem, a cidade de Paraty localizada no extremo sul do estado do Rio de Janeiro.

Onde ficar?

Vamos começar com a hospedagem. Para se hospedar o que não faltam são opções mas o ponto de interesse em Paraty é o centro histórico que fica colado ao centro da cidade e de frente para o mar. As hospedagens dentro do centro histórico são muito valorizadas e com isso o valor das diárias são meio salgados. Uma boa opção são as pousadas que ficam do outro lado do canal que margeia o centro histórico. Nesse local você consegue se hospedar em locais bem aconchegantes com acesso a tudo que você precisa em poucos minutos caminhando e pagando um preço muito bom. Me hospedei na pousada La Cigale (http://www.pousadalacigale.com.br/) e recomendo. A pousada além do café da manhã super bacana ainda tinha um café da tarde com bolo. Um diferencial que não vi nas outras pousadas. Ainda tem piscina e sauna, banheiro espaçoso com bancada da pia em mármore, ar condicionado, ventilador de teto, televisão com os canais abertos e a limpeza dos quartos é feita diariamente. Como viajei na baixa temporada o valor da diária nos dias de semana foram de apenas R$100,00 para o casal. Pesquisando da pra conseguir ótimas pousadas com ótimos valores.

 Vista da piscina e da área do café da pousada.

Como chegar?

Paraty se resume a bairros mais afastados uma avenida que sai de um trevo da Rodovia Rio-Santos (BR-101) e vai até o centro histórico (Av. Roberto Silveira). Nessa avenida existe bastante comércio que falarei mais adiante. A rodoviária fica aproximadamente 1 quarteirão dessa avenida e com menos de 10 minutos de caminhada se chega ao centro histórico. No centro histórico você encontra diversos restaurantes, lojas e pessoas te perturbando para fazer passeios de charrete, para fazer passeios de escuna e comprar coisas que você não quer.

Onde comer?

Restaurante é o que não falta em Paraty. A culinária é um dos destaques da cidade e como de costume em cidades litorâneas, os pratos são a base de frutos do mar. Caso queria opções mais baratas é só sair do centro histórico para a tal avenida principal que encontrará restaurantes self service e até mesmo com pratos parecidos com os mais caros porém com um preço mais convidativo.
Fui no restaurante "Sabor da Terra" e encontrei muita variedade de comida no self service, contando até com churrasco, porém tirando o churrasco (que não comi) toda a comida estava fria. Ainda comi lá duas vezes em dois dias diferentes para ter certeza disso e realmente a comida fica fria mesmo chegando cedo para almoçar. Depois comi no restaurante "Amarelinho" que tinha comida a vontade ao preço fixo de R$ 18,90 porém tinha bem menos opções de pratos mas com comida quentinha. Ambos restaurantes ficam na Av. Roberto Silveira.
Outro lugar legal para se fazer um lanche é em uma pastelaria chamada Pastellonni que  fica ao lado do centro histórico, logo que se atravessa a ponte em arco por cima do canal já chega de frente a essa pastelaria. Lá você encontra diversos sabores de pasteis (ele dizem ser mais de 40 sabores) e todos os pastéis tem incríveis 30cm de comprimento. Os valores são a partir de R$9,00 para os sabores mais simples e são muito bem recheados. Enche a barriga como se fosse uma refeição completa. 

 Pastel de 30cm da Renata.

O que visitar?

Tirando o centro histórico e uma prainha ali do lado, os outros passeios não são fáceis de se fazer a pé então para o primeiro dia reservamos um passeio de escuna na agencia Estrela da Manhã (http://www.estrelatours.com.br/) e o passeio de escuna custando R$30,00 por pessoa contemplava 4 paradas em pontos da Baía de Paraty, frutas a vontade e musica ao vivo. O almoço era servido a parte para quem quisesse dentro da própria escuna que conta com uma cozinha.
Não optamos pelo almoço e comemos um lanche que levamos na mochila. O passeio é bem lento e as paradas foram na praia da Lula, Ilha Comprida, Enseada da Lagoa Azul e Praia Vermelha.
O passeio saiu um pouco atrasado (cerca de 20 minutos) e retornou mais cedo do que o anunciado (mais de 1 hora antes) e também para minha surpresa apesar de não consumir absolutamente nada além de um pedaço de melancia que era "grátis", no final do passeio veio uma comanda cobrando 5 reais meu e 5 da minha namorada pelo couvert artístico do cara que tocava violão (e inclusive tocou até "O Sapo Não Lava o Pé" ¬¬). Valor pago e ainda dia, sobrou um tempinho para andar mais um pouco pelas lojas do centro histórico.

 Passeio de escuna pela Baía de Paraty

No mesmo dia fechamos um pacote para visitar Trindade, um distrito de Paraty, de van pelo valor de R$ 60,00 por pessoa. Trindade tem acesso de ônibus porém a van levava a um alambique (a cachaça é outro ponto marcante de Paraty) e a uma cachoeira já no estado de São Paulo que é difícil de acessar de ônibus.
O passeio de van valeu bem mais a pena do que o de escuna. A van nos buscou na pousada na hora marcada, fizemos todas as visitas com um guia e retornamos na hora marcada onde fomos deixados na porta da pousada.
Trindade é uma beleza a parte. Lugar super relaxante com praias boas para banho. Falarei mais de trindade em outro post do blog.

O Centro Histórico:

Uma das ruas do centro histórico.

No centro histórico além de se aventurar no chão de pedras que faz todos escorregarem, existem muitas lojas de artesanato e de coisas bem bonitas de decoração. O que me espantou foram os preços absurdos ao ponto de um saca-rolha e um abridor de garrafa com cabo de pedra colorida custarem R$85,00. Conforme se aproximou o final de semana mais lojas foram abrindo e deu pra encontrar coisas legais não tão caras mas de qualquer forma as coisas não são baratas por lá então estejam preparados.

 Lojinha de artesanato em azulejo no Centro Histórico.

Os vendedores de serviços vão perturbar o tempo todo oferecendo os mais diversos tipos de coisas, simplesmente diga não e siga seu caminho pois se parar eles grudam. Eles tiram proveito da sua dúvida.
Outra característica do centro histórico é que as ruas tem ligação com o mar então quando a maré sobe muitas ruas se enchem de água. 

Os próximos posts serão sobre a visita a Trindade e sobre uma loja que chamou muito minha atenção no centro histórico.